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30 de Dezembro de 2008

6o. e último dia de pedal

Luminosa (MG) – Campista (SP) – Campos do Jordão (SP) – Piracuama (SP) - Pindamonhangaba (SP) - Aparecida (SP)

Total rodado no dia: 113,31 km
Total acumulado: 543,13 km
Tempo pedalado no dia: 8h18min
Tempo pedalado acumulado: 48h54min
Velocidade Média do dia: 13,65 km/h
Velocidade Máxima do dia: 56,1 km/h

Acordamos cedo, mas só saímos por volta das 8h30 depois do café na pousada. O início do pedal no último dia já foi encarando a famosa e temida subida do "Quebra-Perna", que são 17km de pedal em uma estrada bem pedregosa e com uma diferença de 1000m de altitude, ligando Luminosa à Campista.

Fizemos uma parada rápida na pousada da Dna Inez, onde compramos alguns doces de banana. Após muito empurra-bike e pouco pedal, chegamos na máxima altitude da viagem (1830m), e descemos um pouco já em asfalto até a pousada de Campista onde pegamos os carimbos, tomamos Coca-cola enchemos as caramanholas de água e rumamos para Campos do Jordão.
Após algumas subidas de asfalto, pegamos uma boa descida (também em asfalto) com várias curvas. O Tadeu que já estava só com o freio traseiro, ficou completamente sem freio e teve que fazer uma manobra de emergência: enfiou a sapatilha no asfalto e foi fritando o taquinho. Quem vinha atrás podia ver as faíscas saindo. Por sorte ele não foi pro chão!!

E como depois de toda descida tem uma subida, encaramos uma longa. Já proximo de Campos do Jordão, entrando na cidade, dois moleques começaram a tirar um "racha" com a gente. O Alex comprou a briga e saiu atrás deles.

Já dentro de Campos, nos dividimos: O Alex, Spin e Tadeu foram atrás de uma bicicletaria para arrumar o freio do Tadeu, o Marcelo e o Leiva foram procurar a pousada do Edson e pegar o carimbo de toda a trupe.
Na pousada, fomos muito bem recebidos. Encontramos por lá também um casal que já tinham feito o caminho a pé, e queriam saber como estava o recém incluído trecho São Carlos-Descalvado. Após uma conversa um pouco alongada, a trupe toda se encontrou em uma lanchonete para comer e tomar uma cerveja (de leve) pra comemorar o fim do Quebra-Perna.
Deixamos Campos do Jordão por volta das 16h, e encaramos uma subida de uns 3km, que seria praticamente a última da nossa viagem. Daqui pra frente era só pirambeira e depois muita estrada plana. Passamos por uma estrada abandonada, estreita e com muitas curvas fechadas que beiravam um penhasco.

Pegamos então a rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, uma descida longa onde a atenção tinha que ser redobrada, afinal, estávamos numa rodovia movimentada. Passamos pelo túnel e até ultrapassamos um caminhão de lenha que vinha meio lento.
Após a grande descida, chegamos a um trecho bem plano, também asfaltado, onde a gente conseguia ir num ritmo muito bom. Passamos por Piracuama, cruzando vários trilhos de trem. Por 2 vezes o Marcelo teve que parar para pegar suas caramanholas, que caíam quando ele passava pelos trilhos.

Após um tempo de pedal forte, chegamos em Pindamonhangaba, e na entrada da cidade paramos para um caldo de cana (garapa) para repor as energias. Depois disso, seguimos para o centro, onde tivemos uma certa dificuldade para encontrar a pousada credenciada. Enquanto a gente rodava no centro, o Spin se atrapalhou com suas sapatilhas e caiu no meio do calçadão da cidade, cheio de gente.. ficou com o joelho doendo e a costela também, que pela dor, suspeitou que tinha trincado.
Depois de acharmos a pousada e carimbarmos, faltavam agora 30km. A estrada também asfaltada e muito plano fez com que a gente fosse bem rápido. Até tiramos um "racha" com um rapaz de speed, que acabou desistindo de buscar a gente, talvez por dó de ver um bando de loucos de mountain bike, cheios de bagagem, querendo ultrapassá-lo...rs.

O Tex, Leiva e Spin desgarraram um pouco do resto, mas na entrada de Aparecida a trupe voltou a se reunir e fomos seguindo num ritmo tranquilo pra curtir nossa chegada. Entramos no estacionamento da Basílica, deixamos as bikes e entramos para ver a imagem de N S Aparecida e agradecer pela viagem, onde tudo correu muito bem, sem acidentes e tal.
Tiramos umas fotos na frente da entrada da igreja, junto com as magrelas. Nesse momento já estava quase escurecendo. As credenciais ficariam para o dia seguinte, porque a secretaria da Basílica já estava fechada.

Seguimos para a pousada São Benedito, ao lado do Santuário. Lá a Renata já aguardava o Leiva, que veio busca-lo para seguirem viagem para a praia. O Leiva após um banho partiu e os outros 4 depois do banho foram comer num restaurante de um posto próximo da pousada, claro que com direito à cerveja, pra comemorar a chegada!!




Empurra-bike no Quebra-Perna.








Lanche em Campos.
Descobrimos que o Tadeu tem uma loja em Campos do Jordão, rs.
Rodovia Floriano lá embaixo.

Pausa para um caldo de cana em Pinda.


Spin.




Chegamos!!!!!


Eita Caminho da Fé comprido.. demorou mas chegamos!!!
Imagem de N S Aparecida.


29 de Dezembro de 2008

5o. dia de pedal
Tocos do Moji (MG) - Estiva (MG) – Consolação (MG) – Paraisópolis (MG) – Luminosa (MG)

Total rodado no dia: 85,38 km
Total acumulado: 429,82 km
Tempo pedalado no dia: 7h52min
Tempo pedalado acumulado: 40h36min
Velocidade Média do dia: 10,85 km/h
Velocidade Máxima do dia: 56,8 km/h

De pé por volta das 6h30, tomamos um café na padaria da cidade pra "acordar" e depois de uma rápida parada em um posto de gasolina, demos uma calibradas nos pneus. Começamos então com umas boas subidas logo de cara.. pra esquentar as pernas..rs

Esse começo de dia estava nublado, o que de certa forma foi bom, pois o caminho até Estiva é realmente pesado.

Bom, mas logo o sol forte apareceu um pouco antes de chegarmos em Estiva (21km depois), onde paramos em uma padaria para um rápido reabastecimento e na pousada indicada para os carimbos.

A próxima parada seria Consolação, depois de 30km, e o terreno previsto na nossa altimetria não era nada amigável. Em algumas delas tivemos que patir para o empurra-bike.. não teve jeito.

Com todo o calor e subidas, encontramos no caminho uma bica dágua, que indicava "água potável", parecia ser um oásis, onde a gente iria encher as caramanholas que já ameaçavam se esvaziar. Primeira caramanhola cheia e a surpresa.. a água estava cheia de barro e pedaços de mato. Ninguém da trupe se arriscou e seguimos em frente com nossa pouca água quente, mas pelo menos limpa.

Chegando em Consolação, já um pouco castigados, não encontramos nenhuma padaria para um gatorade e um lanche. O jeito foi apelar para uns salgadinhos e um coca-cola que um boteco vendia. Conseguimos também uma penca de bananas numa outra venda.

Com as energias repostas e uma passada de protetor solar (o sol ainda judiava), partimos rumo à Paraisópolis. Seriam mais 22km, sendo que subimos uns 10km, pra depois descer o restante até à cidade.

Em Paraisópolis, depois da parada para os carimbos, achamos uma boa padaria e encaramos uns legítimos pães-de-queijo e partimos para a última etapa do dia.. mal sabíamos a aventura que nos aguardava.

Saindo de Paraisópolis e já na estrada de terra, começou um temporal violento. Uma chuva grossa, meio rápida - típica de verão, mas que deixou muita lama.

Pra ajudar, o Gé percebeu um pneu furado. Ele seguiu com a bicicleta do Alex pra não atrasarmos por causa da lama, e o Alex ficou com a dele e com a ajuda do Spin, trocaram a câmara e seguiram. Nos encontramos todos numa subida puxada e com muita, mas muita lama, contando não dá pra acreditar (veja o vídeo).


A rodas da bike do Marcelo travaram com a lama, e ele não conseguia nem empurrar a magrela. Tinha que parar toda hora pra tirar a argila do pneu. Mas como disse o Tex: "vamo tocando que uma hora isso aqui tem que parar', seguimos ainda um bom pedaço até que a estrada ficasse "pedalável" de novo. Só com essa estória de lama, perdemos mais de 1 hora de viagem.
O Alex trocou de bike com o Marcelo. A bike do Marcelo pra ajudar estava com um pneu murchando.
Nessa hora o que ninguém queria: começou a escurecer. As únicas bikes com farol eram a do Spin e a do Leiva. Na chegada em Luminosa, que é uma descida bem pedregosa, a escuridão já era total.

Chegamos em Luminosa por volta das 20h30 na pousada da N.S. das Candeias (da Dna Ditinha). Vale citar que a recepção aqui foi excelente!!!

Bom, a gente tava imundo, com lama até nas orelhas, as bikes precisavam de uma água se a gente quisesse seguir viagem no outro dia. Assim, gastamos ainda um tempo tirando a lama das bikes, consertando 2 furos de uma câmara do Marcelo e lavando as sapatilhas. Enquanto isso a turma ia revezando pra tomar banho.

O Tadeu teve um problema durante a viagem e que não conseguiu consertar: um problema na pinça do disco dianteiro da bike. Ele ia seguir só com o freio traseiro no outro dia. Coragem Tadeu.. coragem!! rs

Já meio tarde fomos jantar, onde comemos muito e ficamos conversamos com a Dna Ditinha, muito simpática. A neta dela, uma menininha de uns 4 anos, "grudou" no Tadeu e ficava só atrás dele. Era engraçado de ver.

Nesse dia dormimos tarde, por volta da meia-noite. Fomos pra cama bem "castigados". As subidas, o sol e a lama judiaram da gente.






























Depois da chuva vem o arco-íris.. e a lama também!!!




Limpando as bikes na pousada

28 de Dezembro de 2008

4o. dia de pedal
MG: Barra - Crisólia - Ouro Fino -Inconfidentes –Borda da Mata -Tocos do Moji
Total rodado no dia: 67,95 km
Total acumulado: 344,44 km
Tempo pedalado no dia: 8h00min
Tempo pedalado acumulado: 32h44min
Velocidade Média do dia: 8,49 km/h
Velocidade Máxima do dia: 43,3 km/h

Acordamos por volta das 6 da manhã em Barra e tomamos o café da manhã. O Leiva tinha alguns ajustes pra fazer na bike, enquanto arrumou o pneu furado da sua magrela o Spin e o Alex ajeitaram o selim que tava meio solto.
Apanhamos as roupas ainda úmidas, fechamos nossas coisas, lubrificamos as correntes e despedimos de alguns peregrinos que faziam o caminho à pé e partimos.
Logo chegamos em Crisólia, uma cidade próxima, onde fizemos uma parada rápida e seguimos para Ouro Fino, num caminho relativamente tranquilo. Já em Ouro Fino tiramos fotos com o famoso Menino da Porteira. Por lá encontramos o Vladimir, que nos ajudou nas fotos.
Aqui o sinal de celular voltou e todos ligaram pra patroas pra avisar que tudo corria bem. Seguimos para a cidade subindo e descendo as ruas de paralelepípedos. Carimbamos na pousada Arco-iris e seguimos passando pela matriz, onde vários caminhões faziam um "buzinaço", era uma carreta da transportadora. O barulho era ensurdecedor.
Após uma parada pros tradicionais mistos + gatorades rumamos para Inconfidentes em um caminho tranquilo.
Depois dos carimbos e reabastecimento de água, seguimos por uma ciclovia e depois entramos em uma estrada de terra. Seguimos para Borda da Mata onde encontramos uma subida "braba" e um sol de lascar. Nessa hora o Leiva trocou idéia com o Vladimir, o peregrino de Ribeirão que fazia sozinho o caminho, sem camisa e com uma pesada corrente no pescoço. O Alex "suava o peito", que como ele mesmo diz, acontece quando a situação tá feia.
Encontramos um ponto de água potável para reabastecer as caramanholas. O Spin aqui parou para refrescar as assaduras com hipoglós.
Na chegada em Borda da Mata encontramos ruas bem íngremes de paralelepípedos e o sol estava MUITO quente. Paramos em uma padaria para comer e tomar uns gatorades onde o Vladimir chegou depois de um tempo. Conversamos e decidimos a respeito do próximo ponto de parada. Como Tocos de Moji nào precisava de reserva, decidimos que íamos resolver a parada final por lá.
Partimos com um começo de estrada tranquila mas que logo se transformou em várias subidas.
Os camaradas de São Paulo andavam com o Alex, e queriam disputar pra ver quem pedalava mais rápido, o Alex deixou eles para trás.
Subimos bastante e paramos em um ponto de água potável e conversamos com a senhora dona do lugar. Continuamos o caminho com muitos sobe e desce, muitos trechos tinham que ser feitos à pé. Depois de tudo pegamos uma grande descida que dava a sensação de nos empurrar.
Chegamos em Tocos do Moji, decidimos pousar por lá mesmo. Ficamos na pousada São Geraldo, que era bem razoável. Combinamos com a dona dela lavar nossas roupas.
Era aniversário da cidade e tinha bastante gente na rua e uma banda na praça. Tomamos umas cervejas em frente à pousada.
O Leiva e o Tadeu foram procurar um restaurante pra agendar o rango da trupe.
Jantamos no bom restaurante Beira Rio, uma excelente comida e um preço muito justo.


Trupe pronta pra partida (pousada Tio João em Barra).






Menino da Porteira em Ouro Fino.


Padaria em Borda da Mata.


Empurra-bike.




Parada pra descansar e apreciar a vista.




Restaurante Beira-Rio, Tocos do Moji.

27 de Dezembro de 2008

3o. dia de pedal
Pousada da Cidinha - S.R. Fartura - Águas da Prata - Andradas - Serra dos Lima -Barra
Total rodado no dia: 82,08 km
Total acumulado: 276,49 km
Tempo pedalado no dia: 7h49min
Tempo pedalado acumulado: 24h44min
Velocidade Média do dia: 10,50 km/h
Velocidade Máxima do dia: 56,6 km/h

Acordamos nesse dia com um friozinho, uma garoa fina e muito, mas muito vento. A coisa boa era o café reforçado da Cidinha, com direito a pão, manteiga, bolo, tudo feito por ela mesma. Tudo MUITO BOM!!!
Ajeitamos as magrelas e saímos embaixo daquele tempo ruim. Pra "ajudar" e esquentar as pernas algumas boas subidas com muita pedra no caminho. O que impressionou nesse dia foi o vento contra, muito forte, que fazia com que a gente muito devagar. Depois de uma subida bem "braba" cortando o vento entramos numa vicinal.
Depois de pedalar um pouco no asfalto e já com o tempo um pouco melhor, pegamos uma estrada de terra. Fomos então atacados por um enxame de abelhas, com exceção do Eduardo, todos levaram muitas picadas. Depois até que demos risada, mas na hora foi meio desesperador.
Paramos pra pegar uma água e contabilizar as picadas e seguimos até alcançar uma vicinal. Um pouco depois, já em São Roque da Fartura, paramos em um mercadinho para o tradicional pit-stop, com gatorade, doces e uns salgados. De lá encaramos uma subida leve, e logo na saída da cidade chegamos na pousada da Dona Cida para pegar os carimbos e de brinde ganhamos umas bananas. Partimos para Águas da Prata, onde encontramos vários single tracks, algumas estradas precárias e muitas porteiras. Nesse trecho vimos uma cena engraçada: na cerca de um sítio alguns pés de abóbora com uma placa "abóboras envenenadas".. com certeza o dono delas estava tendo problema com furtos, rs. Neste trecho a paisagem fica muito bacana, acredito que é um dos trechos mais bonitos de todo o Caminho da Fé.
Chegando em Águas da Prata, paramos para o carimbo no local que é a sede do Caminho da Fé. A senhora de lá é muito simpática, mas muito falante e nos atrasou um pouco. Ela até trocou os plásticos das credenciais porque segundo ela estavam muito ruins..rs
Na lanchonete próxima ao posto "almoçamos" uns baurus de frango e conversamos sobre o nosso planejamento. Por ele, deveríamos pousar na Serra dos Lima. Apesar de que a gente já estava um pouco atrasado (já era umas 2 da tarde), resolvemos que a gente ia pedalar 7km além do planejado e pousar em Barra. O Leiva ligou então pra Joelma, dona da pousada pra reservar a estada e a janta da trupe. Ela no telefone falou: "Vocês estão em Águas da Prata ainda???".. Demos risada, mas apertamos o passo!!
Começamos a subir bastante e algumas motos de trilha passaram "voando" por nós. Pedalando mais um pouco encontramos os "colegas" do Alex de SP, trocando um pneu. Passamos por uma cachoeira e logo depois reencontramos os "colegas" e um deles levou um tombo na nossa frente. Era engraçado porque eles pareciam que queriam competir com a gente. Depois de mais um tempo de pedal a gente podia ver um pessoal de paraglider, num morro próximo, conhecido como Pico do Gavião. Chegando próximo a pousada para o carimbo, o Marcelo que iam um pouco na frente adiantaram os carimbos e pegaram água e gatorades pro resto da trupe. Muita gente neste trecho opta por pegar o asfalto até Andradas, mas decidimos seguir pelo caminho oficial que é uma estrada meio abandonada, com bastante descidas e cheia de porteiras.
Já em Andradas paramos em uma padaria para uns mistos quentes. Uns moleques, vendo a gente de uniforme e tal ficava puxando papo e enchendo o saco da gente. Mas então o Alex começou a sacanear eles e eles partiram. Depois dos carimbos seguimos rumo à Serra dos Lima onde encontramos várias subidas onde não dava pra pedalar. Já próximos da pousada na Serra dos Limas (pousada da Dna Natalina) rolou um stress na trupe. O Spin, Leiva, Gé estavam meio cabreiros por conta de que o Alex e o Marcelo se distanciavam na frente, o Spin abriu o jogo e o Alex ficou meio emburrado. Mas foi coisa rápida o mal-humor da turma, um pouco depois já estaríamos dando risadas juntos. Depois desse dia o Tex e o Cielo foram bem mais juntos com o resto da cambada.
Como a gente tinha combinado, seguimos até Barra, que é um caminho fácil, onde a Dna Joelma nos esperava preocupada por conta do horário, já estava escurecendo. Ela lavou nossas roupas enquanto a gente cada um seguia pro seu banho. O Leiva descobriu que estava com o pneu furado, mas já sem forças, resolveu deixar pra trocar depois. Jantamos muito bem na companhia da Dna Joelma e do Seu João, um casal bom de papo e cheio de histórias. O Leiva se deu mal com uma pimenta oferecida pelo Seu João. Ele tinha avisado que a bicha era o "capeta", mas o Leiva acabou confirmando isso só no prato mesmo, rs.




















26 de Dezembro de 2008

2o. dia de pedal SP
Tambaú - Casa Branca - Vargem Gde do Sul – Pousada da Cidinha

Total rodado no dia: 80,16 km
Total acumulado: 194,41 km
Tempo pedalado no dia: 8h50min
Tempo pedalado acumulado: 16h55min
Velocidade Média do dia: 9,08 km/h
Velocidade Máxima do dia: 55,1 km/h

Acordamos por volta das 7 da manhã, arrumamos nossas coisas e tomamos o café da manhã. Carregamos as caramanholas com uma boa água de mina oferecida pelo pessoal do hotel. Seguimos para o escritório do Caminho da Fé, em frente à igreja de Tambaú, onde encontramos a Nayara, que carimbou nossas credenciais. Tiramos uma foto com a igreja de fundo.
Pedalando por cerca de 1 kilômetro chegamos ao portal do Caminho da Fé. Esse é um dos marcos do caminho, onde todo peregrino passa por um pequeno pórtico seguido de uma ponte estreita sobre um riacho.
A ponte estava molhada e escorregadia e todos seguiram empurrando as bicicletas. O Tex ficou enchendo o saco, desafiando a trupe pra passar a ponte pedalando. Ele ficou então por último para passar pedalando e filmar o episódio a câmara na mão. Logo que ele entrou com a roda dianteira na ponte a bicicleta escorregou e ele levou um tombo. Demos muita risada.
Apesar da sugestão da Nayara de evitarmos o caminho oficial por causa da lama (seguindo um caminho paralelo em melhores condições), decidimos enfrentá-lo. Passamos reto em uma bifurcação, e percebemos que estávamos voltando. Achamos depois o caminho correto uma subida curta mas muito forte e com pedras, onde é impossível pedalar.
Seguindo mais em frente achamos um ponto de apoio para água, que era o quintal de uma casa. O Alex, que tinha deixado entrar alguma coisa no olho, tenta lavar o olho mas encontra cachorros e ao descer tropeça na escada. O Leiva foi pegar água e levou uma mordida de um cachorro no tornozelo. Não foi nada muito sério, mas ele saiu com a meia rasgada.
Atravessamos um cerca e acompanhamos a borda superior de uma serra onde depois descemos e atravessamos um trilho e passamos por uma igrejinha. Nessa hora, o Spin leva um tombo na lama, fica todo sujo. Foi um tombo engraçado, porque ele deslizou com as costas no lamaçal.. Demos muitas risadas.
Passamos por milharal, eucaliptos, laranjal até paramos do lado de um lago em uma fazenda (muito bonito). repassamos protetor, limpamos sapatilhas. O Leiva ficou brincando de subir em árvores.
Encontramos outro lago e depois um varjão, onde topamos com o Paulo e o Luiz trocando pneu.
Seguindo no pedal, cruzamos um peregrino à pé com uma imagem bem grande de Aparecida nas mãos. É de arrepiar ver uma cena dessas..
Chegamos em Casa Branca e encontramos a igreja. Luiz e Paulo estavam por lá. Não tinha ninguém pra carimbar nossas credenciais, então fomos em uma padaria onde comemos pao, presunto e etc. Encontramos com a responsável pelo carimbo na padaria, engraçado..
Depois dos carimbos na igreja o Spin sai um pouco antes a procura de bicicletaria mas conseguiu arrumar sua bike. Nos desencontramos no centro, mas além deste ser pequeno, logo ele viu ao longe os pontos amarelos na rua, rs.
Passamos por um horto e atravessamos duas pistas, onde percorremos um trecho paralelo à rodovia com muito sansão do campo. Pegamos o acostamento da rodovia e logo furou o pneu do Gé. Logo depois da troca, vimos que o pneu do Leiva tava baixo também, o pneu traseiro do Gé tava furado também, mais um pneu furado na bike do Alex e outra na bike do Spin.. Só o Marcelo que não teve pneu furado. Trocamos todos os pneus furados em um sol forte e descobrimos que os espinhos do sansáo do campo que a gente tinha passado foi a causa de tanta troca de pneu.
Depois da sessão "borracharia", seguimos na rodovia e pegamos 1 subida forte e depois entrando em uma estrada de terra seguimos em um canavial onde passamos umas porteiras. Depois de uma regiao quase alagada chegamos em Vargem Grande. Depois do tradicional carimbos/salgados/gatorades saímos e erramos o caminho, perguntamos um mulher, voltamos (perdemos mais ou menos 1 km). Pegamos o caminho e começamos a subir (5 km) até o pé do Morro onde começou uma subida forte com pedras onde empurramos uma boa parte até chegarmos na pousada da Cidinha. O Marcelo empurrou na útlima subida, já dentro da pousada e o Tex ficou tirando muito sarro disso depois.O Leiva se atrapalhou com a sapatilha quando foi passar a porteira e caiu de lado. Já na entrada da pousada, o Alex percebeu que tinha esquecido a mochila perto da porteira e voltou buscar.
Vale a pena dizer que fomos MUITO BEM recebidos pela Cidinha e Seu Francisco. Os dois são pessoas muito iluminadas.
A Cidinha lavou nossas roupas. Depois do banho tomamos umas cervejas e encontramos com Paulo / Luis Roberto de Valinhos, que a gente tinha conhecido no caminho, chegando na pousada.
Consertamos as várias câmaras, vítimas do sansão do campo.
Jantamos carne de panela, torresmo, salada e etc. De sobremesa doce de figo, doce de leite, tudo MUITO bom!!!!!Mais tarde chegaram 3 peregrinos de bike, já estava bem escuro. Eles não tinham avisado a Cidinha.Ficamos conversando com os 2 de Valinhos.
Alex e Eduardo acharam o registro no livro de visitas da Cidinha que tinham feito no ano anterior.
Fomos dormir.



Portal de Tambaú.





Sobe que sobe..
Spin depois do banho de lama.







Parada pro carimbo no hotel em Vargem Grande do Sul.


Trupe em Casa Branca.

Leiva tirando lama das sapatilhas.


Vários pneus furados ao mesmo tempo.. eita sansão do campo danado..


Cielo e Zé Borracheiro, com as câmaras furadas pelo sansão do campo.


Pra pedalar um gatinho.. pra comer um leão..