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30 de Dezembro de 2015

6o. e último dia

Pindamonhangaba - Roseira - Aparecida

Total rodado no dia: 28,9km
Total acumulado: 526,6km
Altimetria do dia: 120m
Altimetria acumulada: 11416m
Tempo pedalado no dia: 1h38
Tempo pedalado acumulado: 52h49
Velocidade Média do dia: 20,1km/h
Velocidade Máxima do dia: 33,8km/h

Track GPS, altimetria e etc disponível em: https://www.strava.com/activities/459276200

    Partimos às 8h30, depois de esperar o Marcelo ajeitar tudo. Nesse dia saímos mais tarde e sem muita pressa pois agora uma distância bem curta com altimetria praticamente zero nos separava do destino final.

    Paramos em um posto ainda em Pinda para calibrar os pneus do Marcelo e do Léo, que tinham furado no dia anterior.

    Fomos deixando à cidade por uns trechos planos, e pedalando um bom trecho por ciclovias. Fizemos o caminho "antigo", não seguimos as setas do caminho novo que mudaram recentemente.

    Alcançamos o santuário por volta às 10h.

Deixando o hotel em Pinda




Parada para carimbo em Roseira

Chegando..

Foto "oficial" da chegada

Caio e Beto

Leiva

Caio e Léo


Spin e Marcelo





Missa

Encontrando o Geraldo na basílica, que nesse ano chegou por outro caminho (Caminho de Aparecida)

Obrigado Mãe por tantas bençãos em nossas vidas!!

Com o Geraldo e mais um ciclista peregrino que conhecemos pegando o certificado

Bora pra casa



29 de Dezembro de 2015

5o. dia

Consolação - Paraisópolis - São Bento do Sapucaí - Campista - Campos do Jordão - Pindamonhangaba

Total rodado no dia: 117,2km
Total acumulado:   497,7km
Altimetria do dia: 3036m
Altimetria acumulada: 11296m
Tempo pedalado no dia: 10h55
Tempo pedalado acumulado: 51h11
Velocidade Média do dia: 15,6km/h
Velocidade Máxima do dia: 55,4km/h

Track GPS, altimetria e etc disponível em: https://www.strava.com/activities/458953778

Nos encontramos às 6h00 para o fraco café-da-manhã na pousada e com uma chuva fina que tinha caído por toda a madrugada e que ainda nos aguardava lá fora.

Peregrino que conhecemos na Pousada da Dna Elza


O Marcelo mancava bastante e protegeu o curativo para não molhar, improvisando uma espécie de polaina com um pedaço de sacola plástica, esparadrapo e uns elásticos.

Nos aprontamos e ficamos debaixo do beiral da pousada esperando o Marcelo se aprontar e também arrumarmos coragem para enfrentar a garoa. Mesmo com capas, sair com o corpo frio debaixo de chuva não é uma tarefa fácil.  Tínhamos já acertado de seguir pelo asfalto por causa da chuva que caía sem parar desde o dia anterior.

Rodamos então cerca de 18kms até Paraisópolis, num sobe-e-desce. A gente sentia frio nas descidas por causa do vento e sentia calor nas subidas por conta do esforço. A capa de chuva atrapalhava na subida e fazia falta nas descidas.



Já em Paraisópolis, o Leiva e o Beto foram até a pousada da Praça para pegar os carimbos. A Jandira, que é dona da pousada recebeu o Beto com festa e ficou enchendo o saco dele. Ofereceu pra eles café e bolo que estava ainda na mesa de café-da-manhã dos hóspedes, claro que não recusaram:O)

 
Enquanto isso na padoca o Marcelo encontrou com uma amiga de São Paulo, que sabia que ele passaria por lá. Tomamos gatorades e tal. A chuva não dava trégua e então conversamos e resolvemos abortar o trecho do Caminho da Fé que segue por terra para Luminosa e depois para Campista. Decidimos fazer por asfalto até São Bento do Sapucaí e de lá seguir para Campista via estrada do Paiol Grande.

Na praça de Paraisópolis


À Caminho de São Bento do Sapucaí






Nos informamos e seguimos até São Bento, onde fizemos outra parada para comermos, pois a subida seria brava: subiríamos cerca de 1000m até Campista. Saímos da lanchonete sem chuva em direção ao Paiol Grande com a Pedra do Baú na nossa direita, que estava bem encoberta por um nevoeiro pesado.







Pedra do Baú ao fundo






Logo voltou a nossa amiga chuva. Subimos bastante até Campista, no total foram 1000m de ascensão, ziguezagueando serra acima debaixo de muita chuva e um frio que aumentava na medida que subíamos. A subida é MUITO forte, a sorte é que é asfaltada.

Cachoeira




E como tudo que sobe tem que descer, descemos um bom tanto até a pousada Barão Montês, tremendo de frio mesmo com as capas. Na entrada da pousada um termômetro indicava 10oC!! Lembrando que estávamos no final de dezembro!! Dentro estava bem aconchegante, portas fechadas e o fogão à lenha aceso. 

Alguns poucos turistas estavam por lá para o almoço. Conhecemos um ciclista que havia acabado de fazer Rio Claro até Aparecida por asfalto de speed e estava agora passeando de carro pela região.

Vimos lá uma cena curiosa, um tico-tico, que segundo uma funcionária da pousada é "de casa", comia farofa no balcão onde estava sendo servido o almoço.

Nossa parada não demorou muito, apesar da vontade grande de ficar por lá mesmo :O), tirar a roupa molhada e tal. Não comemos nada, só tomamos um café para esquentar.


"tico-tico no fubá"




10oC fora da pousada


Carimbamos e partimos encarando o vento gelado e a chuva. Fomos pelo asfalto até Campos do Jordão. Descemos uns 400m em altitude batendo os dentes apesar de usar os anoraks. Subimos depois cerca de 300m. Furou o pneu traseiro do Marcelo na final da subida, consertamos embaixo da cobertura de um ponto de ônibus. 

Prmeiro pneu furado do Marcelo


Depois de mais uma descida gelada chegamos em Campos do Jordão. Combinamos de fazer uma parada rápida para gatorade e água e tocar para Pindamonhangaba. Qualquer idéia de descer pela Estrada de Pedrinhas embaixo de chuva seria insanidade. Desceríamos pelo caminho oficial, por asfalto.

O Beto e o Leiva subiram até a pousada do Edson para carimbar. Depois da parada rápida no posto, seguimos com muito trânsito saindo de Campos do Jordão. Paramos no mirante Vista chinesa um pouco depois do portal, tempo perdido pois não dava para ver nada por conta de um nevoeiro. 

Descemos então a Floriano Rodrigues Pinheiro por cerca de 25 minutos, e ainda chovia fraco. Atravessamos o túnel que passava por obras do DERSA, foi um pouco tenso pois logo depois dele a pista afunilava. Felizmente o movimento na rodovia estava relativamente tranqüilo.

Nos reagrupamos na rotatória no final da descida e seguimos para Pindamonhangaba com algumas subidas leves e trechos planos. Neste trecho o pneu dianteiro do Marcelo furou com um caco de vidro. Enchemos bastante o saco dele pois o pneu que ele viajava já tinha passado da hora de trocar. Estava bem gasto e ressecado.

Segundo pneu furado do Marcelo


O frio havia passado por completo, estava bem mais quente e só uma uma garoa bem fina persistia.
Cruzamos por um trilho de trem ao final de uma descida, e nessa hora o Leiva quase caiu. O Caio que vinha atrás desequilibrou e caiu e cortou a mão, felizmente nada muito sério.

Logo na entrada de Pinda paramos pois furou um pneu da bike do Leo. Enquanto ele e o Caio consertavam, o Beto furou o pneu dele quando encostou sua magrela numa cerca para esperar. Mas por ser pneu tubeless, deu uma girada na roda e resolveu o problema.

Nos hospedamos no Hotel Brasil e jantamos no restaurante Minuano,ambas indicações do Beto que tinha estado por lá em Novembro. O restaurante estava com um bom buffet e um preço legal. Antes de voltar para o hotel ainda passamos em uma sorveteria.


Restavam agora apenas 30km de asfalto plano até o santuário para completarmos nossa jornada.






28 de Dezembro de 2015

4o. dia

Borda da Mata - Tocos do Moji - Estiva - Consolação

Total rodado no dia: 57,1km
Total acumulado: 380,5km
Altimetria do dia: 1991m
Altimetria acumulada: 8260m
Tempo pedalado no dia: 8h45
Tempo pedalado acumulado: 40h16
Velocidade Média do dia: 9,1km/h
Velocidade Máxima do dia: 43,6km/h
Track GPS, altimetria e etc disponível em: https://www.strava.com/activities/458162684

O Leiva acordou ainda não 100% mas bem melhor e já podendo pedalar, decidiu então seguir no pedal. 

O café-da-manhã foi servido às 6h30. Por lá conhecemos o Léo, amigo do Caio, também de Ribeirão Preto e que seguiria com a gente à partir desse dia. Ele havia chegado na noite anterior em Borda da Mata.
Saímos no pedal às 7h30, ficamos esperando o Marcelo terminar de se aprontar. 
Partimos com um tempo nublado e logo pegamos a primeira serra do dia e seguimos num caminho pesado até Tocos do Moji. 



Beto e Léo




Parada pra água na gruta




No topo da serra paramos para tirar umas fotos e logo chegou a turma de Ibitinga pedalando forte.



Turma de Ibitinga



Macacada reunida

Já dentro de Tocos, pegamos o carimbo na barbearia e de lá fomos para a padaria comer alguma coisa. Estavam lavando a padaria, e com isso o chão molhado ficou cheio de marca de lama, mas não tinha como não sujarmos, além de nós o pessoal de Ibitinga estava por lá.
Conversamos com alguns locais na praça, e a parada foi um pouco demorada. De lá saímos subindo e pegando subidas fortes



Marcelo e o senhor que construiu a gruta de Nossa Senhora com água da mina



Padoca em Tocos


 
Léo conversando com Papai Noel

 
Spin trocando idéia com locais

 
Saindo de Tocos do Moji


Passamos pelo Vilarejo de Patrimônio e depois descemos bastante até o vilarejo de Pantano dos Teodoros (onde tem uma igreja azul) e subimos muito por uma verdadeiro "mar de morros". 


 
Chuva ao longe








Cruzamos com várias motos descendo na nossa mão-contrária. Encontramos os trechos em calçamento nas subidas mais íngremes. Depois de uma boa descida, mais subidas íngremes e descemos de novo até Estiva.
O Leiva comprou reidrate na farmácia. Na padaria comeram lanches o Marcelo, Spin, Leiva e o Beto. O Caio e o Léo encararam um marmitex num restaurante ali perto.


Padoca em Estiva



Depois da boa pausa, atravessamos a Fernão Dias, e pegamos algumas subidas e passamos pelos vilarejos de Boa Vista e Cascalheiro. 



Na Serra do Caçador uma chuva forte e gelada nos pegou de jeito. Fomos obrigados a colocar nossas capas. Pegamos descidas com muita lama.
Já chegando em Consolação, em uma descida o Marcelo caiu da magrela e machucou o tornozelo, o pedal entrou no tornozelo e fez um corte fundo e sangrava bastante.

Na pousada Dona Elza, com a chuva apertando conversamos e decidimos ficar em Consolação. O Marcelo não estava bem e a chuva não dava trégua. Perguntamos para Dona Elza, se havia um pronto socorro ou enfermeiro na cidade, mas ela falou que só em Paraisópolis. Decidimos parar em Paraisópolis pois o Marcelo estava sem condições de pedalar, o corte não parava de sangrar.
O Spin foi até farmácia comprar micropore para Marcelo proteger o machucado.

A pousada da Dna Elza tem uma escadaria brava. Deu um certo trabalho para descer com as bicicletas.

O Caio e o Léo deram um trato nas bikes. Eles e o Spin dormiram nos quartos de baixo. O Marcelo, o Beto e o Leiva dormiram nos quartos de dentro.

Depois do banho jantamos um frango "mais ou menos" junto com um peregrino à pé que estava por lá. Escutamos o anúncio de falecimento no alto falante da igreja. Para sobremesa atravessamos a praça na garoa e tomamos uns sorvetes num boteco.



 Marcelo e seu curativo

 
Praça de Consolação