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30 de Dezembro de 2014

6o e último dia de pedal

Campos do Jordão - Gomeral - Pedrinhas - Potim - Aparecida

Total rodado no dia: 63,3km
Total acumulado: 530,5km
Altimetria do dia: 772m
Altimetria acumulada: 11205m
Tempo pedalado no dia: 4h46min
Tempo pedalado acumulado: 43h13min
Velocidade Média do dia: 13.3km/h
Velocidade Máxima do dia: 54.7km/h
Track GPS, altimetria e etc disponível em: https://www.strava.com/activities/234596016

Chegou o último dia de pedal!
Acordamos para o café às 7h na pousada Serena. Tínhamos um pedal relativamente fácil pela frente, e nos preparamos mais tranquilamente, saímos já por volta das 8h30. Geraldo saiu um pouco antes e combinamos de nos encontrar com ele pelo caminho.
Antes de partir em direção ao horto, paramos na pousada do Edison para carimbar as credenciais.

Assim como fizemos na viagem anterior, descemos pela terra, via Estrada das Pedrinhas, que não é caminho oficial do Caminho da Fé, que segue pela rodovia.
O caminho das Pedrinhas é mais difícil, mas a paisagem compensa. O único perigo talvez seja que alguns trechos de pedra que é preciso ter atenção.

Fomos pedalando saindo de Campos do Jordão e seguindo por asfalto até o horto, onde começa a estrada das Pedrinhas. Entrando na estrada de terra pegamos a subida de cerca de 7km, que vai constante passando por matas e trechos abertos.

Fizemos uma parada na pousada Santa Maria da Serra para comer. Comemos uns lanches muito bons com gatorade. O Alex aproveitou a parada para regular as sapatas de freio, ele estava preocupado com as descidas que viriam pela frente, e ele estava quase sem freio traseiro.
Uma menininha, filha da senhora que preparou nossos lanches, era bem simpática e ficou conversando com a gente. Tinha um monte de cachorros nesta pousada também.
Saímos e logo começou a descida forte até Gomeral, cerca de 8km.

Em uma descida, o Marcelo desceu para tirar uma foto da paisagem, e o Tex para sacanear desceu com a bike dele, sem ele perceber. Demos muita risada.
Nessa hora apareceram o Moisés e o Sérgio, ficamos conversando um tanto.
Chegamos no bar do Chico Bento em Gomeral, e o Geraldo estava lá cochilando no banco embaixo de uma árvore. Ficamos por lá um pouco e seguimos pegando uma descida de terra e depois asfalto.
Passamos pelo distrito de Pedrinhas, mas não paramos, tocamos em frente.

De volta à terra, pedalamos até chegar a cidade de Potim, vizinha de Aparecida. Já era possível avistar a basílica ao fundo. Atravessamos o Rio Paraíba e tocamos então os últimos quarteirões até o imponente santuário.
Entramos e nos cumprimentamos por mais uma jornada cumprida!! A 6a. "edição" do Caminho da Fé chegava ao seu final. Depois da foto da trupe, fomos seguindo para a área de visitação da imagem da santa.
O Leiva foi levar as credenciais para pegar os certificados. O Geraldo que precisava tocar para São Carlos ainda naquela tarde, foi tomar banho no banheiro dos motoristas de excursões e quando voltou nos despedimos dele, a gente dormiria em Aparecida.

Seguimos para o hotel Hollywood que fica bem perto da basílica. Tomamos um banho rápido e voltamos para o santuário. Fomos comprar algumas lembranças. O Alex queria comprar uma imagem de São Rafael para o menino dele, e pesquisou em várias lojas antes de escolher uma.
Assistimos a missa das 18h, que foi feita numa capela lateral. Estava cheia e ficamos em pé, no fundo.
No final da missa, vimos o pessoal de São Carlos, fomos cumprimenta-los e dar os parabéns pelo sucesso da viagem.

Fomos jantar por volta das 20h30 depois de passarmos no hotel para deixarmos as lembranças que compramos.
Comemos carne e salada no restaurante Prata Fina. Ficamos conversando até mais tarde, já que não tínhamos pedal no dia seguinte.



Pousada do Edison - Campos do Jordão

No mirante




Tex ajustando as sapatas de freio

A fera







Geraldo depois do cochilo - Bar do Chico Bento





Foto na chegada





Com a turma de São Carlos

Jantar no capricho


29 de Dezembro de 2014

5o. dia de pedal

Consolação - Paraisópolis – Luminosa – Campista – Campos do Jordão


Total rodado no dia: 84,7 km
Total acumulado: 467,2 km
Altimetria do dia: 2580m
Altimetria acumulada: 10433m
Tempo pedalado no dia: 8h06min
Tempo pedalado acumulado: 38h27min
Velocidade Média do dia: 10,4km/h
Velocidade Máxima do dia: 52.9km/h
Track GPS, altimetria e etc disponíveis em: https://www.strava.com/activities/234314123


Durante o nosso café da manhã, às 6h da matina, conversamos com um casal que viajava de bicicleta pela região, porém não eram peregrinos.
Estava tudo combinado para sairmos às 6h30, mas o Marcelo atrasou por conta de um "chamado da natureza", acabamos atrasando um pouco.
Na saída pegamos uma boa descida no asfalto, o que dava uma sensação de um pouco de frio por conta da velocidade e do sol que ainda não tinha aparecido pra valer.
Entramos na estrada de terra e logo no início furou uma câmara do Cielo. Foi na verdade um rasgo no bico que estava um pouco ressecado.
Pedalamos por bastante sobe-e-desce e depois de uns 10kms, pegamos algumas subidas brabas onde chegamos a descer das bikes para empurrar em alguns trechos.

Um pouco antes de Paraisópolis paramos para tirar fotos na vista da Pedra do Baú e depois de um pouco de descida e chegamos na cidade. Paramos em uma bicicletaria, porque o Alex e o Marcelo queriam comprar câmeras para deixarem de reserva. Daí o Cielo foi procurar pilhas para seu GPS enquanto o Leiva e o Alex foram carimbar na pousada da Praça.
Paramos na padaria da praça principal, e o Marcelo acabou comprando as pilhas por lá mesmo. Na padaria comemos uns lanches, pedimos uma sprite daquelas grandes (2L), além de pegarmos água para as caramanholas.
O Marcelo fez uma parada rápida no posto para calibrar e nessa parada o Alex percebeu que sua sapatilha voltou a "abrir o bico".

Fizemos um pedal relativamente tranquilo até o bairro do Cantagalo, onde o Tex comprou um superbonder num bar para fazer uma gambiarra na sapatilha. Para acompanhar a gambiarra tomamos tubaina e ficamos batendo papo com o senhor dono do lugar ouvindo suas histórias. Ele havia morado em São José dos Campos.

Encaramos boas subidas até Luminosa e depois fizemos fotos na descida que dá a vista para o distrito. Já em Luminosa, o Cielo subiu na pousada para carimbar mas estava demorando demais, o Leiva teve que ir atrás puxar o menino que engatou na conversa com a Dona Ditinha.
Na pequena padaria comemos uns lanches, gatorade e até açai, e enquanto a gente começava a tomar coragem pra sair, começou a chover muito forte, havia um portão grande basculante na entrada da padaria e a senhora dona do lugar senhora pediu para abaixarmos ele. A energia caiu, a chuva e o vento batiam cada vez mais forte no portão e logo começou um granizo também. Estávamos ilhados e a água entrava com força por debaixo do portão, ajudamos a senhora a levantar algumas caixas que estavam no chão. O vento parecia que ia derrubar o portão para cima da gente, foram momentos tensos. Quando a chuva diminuiu, ajudamos a tirar a água da padaria alagada com um rodo.

Finalmente partimos, a chuva tinha ido embora e a senhora agradeceu bastante a gente, Havia muitos galhos caídos pelo pequeno distrito. Demos sorte de não termos pego essa chuva durante o caminho.
Subimos pela estrada paralela ao Quebra-Perna, pedalamos cerca de uns 12km até alcançar o asfalto, sendo que uns 2/3 da subida foram debaixo de uma boa tempestade, forte mas felizmente não tão braba como a que presenciamos em Luminosa. O Alex estava sem anorak, e passou frio.

Já no asfalto, subimos ainda alguns poucos kms e depois então foi uma descida longa e gelada até a pousada Rose. Ela nos trouxe toalhas para nos secarmos e preparou café e pão com mortadela. A gente estava com bastante frio e muito molhados. Demos um alô para o Geraldo para saber notícias dele. Ele já tinha chegado em Campos do Jordão e avisou que havia vagas na pousada Serena.
O Eduardo estava "acabado" e queria dormir ali mesmo na pousada da Rose. Conversamos os três e por votação decidimos tocar para Campos. Retornamos para o Geraldo que agilizou os quartos na pousada.Por conta do cansaço, o Eduardo foi seguindo na frente.

Encontramos o Geraldo na Pousada Serena e depois do banho saímos para procurar algum lugar perto para comer, e acabamos entrando em uma pizzaria, o lugar era pequeno e bacana mas ficamos numa mesa ruim, que era a única disponível, na saída da cozinha. De qualquer forma, a pizza foi boa e demos bastante risada esse dia.

Cielo e o primeiro furo do dia, saindo de Consolação


Tex e Leiva

Cielo e Leiva

Carimbo na Pousada da Praça em Paraisópolis.



Em frente à padoca em Paraisópolis


Luminosa ao Fundo




Tex desalagando a padaria em Luminosa

Vez do Leiva trampar e Marcelo de olho, só na coordenação







Pedra do Baú

Tex e mais uma gambiarra no pisante

No bairro do Cantagalo

"Canela de pedreiro" em Campos do Jordão

28 de Dezembro de 2014

4o. dia de pedal

Inconfidentes - Borda da Mata -Tocos do Moji - Estiva – Consolação

Total rodado no dia: 78,4 km
Total acumulado: 382,5 km
Altimetria do dia: 2498m
Altimetria acumulada: 7853m
Tempo pedalado no dia:  8h21min
Tempo pedalado acumulado: 31:21
Velocidade Média do dia: 9,4 km/h
Velocidade Máxima do dia: 45,0 km/h
Track GPS, altimetria e etc disponíveis em: https://www.strava.com/activities/234314049


Despertamos às 5h30 na pequena Inconfidentes e tudo ainda estava escuro. O Geraldo já havia partido, como ele já tinha avisado.
Saímos da pousada por volta das 6h00 e tomamos o café da manhã em uma pequena padaria ali perto. O pedal mesmo só começou às 6h40 já com o sol raiando e um céu bem limpo. O dia prometia ser bem quente.

Até Borda da Mata, nossa primeira parada, pegamos um sobe e desce leve e depois algumas subidas mais fortes já próximo à cidade. Paramos em uma padaria (Real) para comer alguma coisa e na saída encontramos com o pessoal de São Carlos. Conversamos com eles um pouco e aceitamos é claro uma carona para nossas bagagens no carro de apoio deles, o que nos ajudaria muito nas subidas à frente.
Depois de Borda, pegamos como já sabíamos, muito sobe e desce e uma subida bem forte e longa. No meio dela paramos na bica d'água, e conversamos com um senhor peregrino à pé. O Anderson do carro de apoio chegou por lá também. Estava MUITO calor e paramos um pouco para refrescar antes de continuar o pedal.

Continuamos subindo e então dois peregrinos nos alcançaram no topo da subida e conversamos um pouco com eles antes da descida. O Moisés era de São José dos Campos e o Sérgio de Jacareí. Eles estavam pedalando muito forte em todas as subidas sem parar.

Já em Tocos, almoçamos muito bem em um restaurante self-service, com direito à suco de laranja feito na hora. Almoçamos com a dupla do Vale do Paraíba. Quando terminamos chegou o pessoal de São Carlos, e depois de um tanto de papo fomos tirar uma meia hora de cochilo na praça. Repassamos o filtro solar e carimbamos as credenciais.

Na saída, paramos num bar para encher as garrafas de água. O Leiva olhou na lata de lixo do boteco e reconheceu a caixa de pizza do Geraldo, onde ele tinha escrito "Geraldo 4am" na noite anterior. Ele havia passado por ali umas duas horas antes segundo a dona do lugar. Demos muita risada.
Deixamos para trás a pequena Tocos e o corpo ainda frio sofria com os primeiros morros, mas logo esquentamos por conta das subidas fortes e calor infernal que fazia e a pouca sombra. Precisamos empurrar em vários trechos. Por causa do calor nossa água chegou no limite e quase acabou antes de alcançarmos Estiva.

Na padaria Sta Edwiges estavam o Moisés e o Sérgio, eles iam dormir ali em Estiva e estavam esperando outros dois companheiros de viagem deles. Ficamos batendo papo e comemos uns sandubas com refris, nosso destino ainda estava 20kms à frente.
Ficamos então relaxando um pouco e esperando o Anderson com as bagagens. Demorou um pouco pra chegar, pegamos então as malas, agradecemos bastante e despedimos.

Pedalamos então por trechos planos e com algumas poucas subidas e por último uma subida forte, íngreme e longa ao final já chegando em Consolação, nossa parada final daquele dia. Em nosso planejamento inicial, a proposta era dormir em Paraisópolis (a próxima cidade), mas como já sabíamos da dificuldade de cumprir o trecho, Consolação já era o nosso "plano B".
Quase escurecendo chegamos 20h15 na pousada O Casarão. Havia apenas um casal de ciclistas na pousada, descobrimos então que o Geraldo havia tocado até Paraisópolis.
Fomos muito bem recebidos pela Lívia. Tomamos banho e jantamos muito bem: arroz/feijão, bisteca, ovos e salada, um verdadeiro banquete pros peregrinos cansados. A pousada é bem simples, num casarão antigo e tem apenas um banheiro, apesar disso o bom atendimento fez a diferença, além da skol bem gelada :O)
A Lívia lavou nossas roupas na máquina e depois do jantar ficamos batendo papo com ela e o marido.



Desjejum na padoca





Parada na bica d'água

Esperando o ônibus


Tex cochilando depois da chepa em Tocos
















Na pousada Casarão em Consolação