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30 de Dezembro de 2013

6o. e último dia pedal

Campos do Jordão - Gomeral - Pedrinhas - Potim - Aparecida

Total rodado no dia: 63,4km
Total acumulado: 519,7km
Altimetria do dia: 1122m
Altimetria acumulada: 11761m
Tempo pedalado no dia: 5h08min
Tempo pedalado acumulado: 44h59min
Velocidade Média do dia: 12.3km/h
Velocidade Máxima do dia: 43.6km/h
Track GPS, altimetria e etc disponível em: http://www.strava.com/activities/103013669

Acordamos em Campos do Jordão por volta das 6h30, com um tempo meio esquisito. Depois do café, começamos a arrumar as tralhas, mas acabamos saindo umas 9h00 por conta da chuva.

Antes da saída, o Marcelo comprou uma capa de chuva numa loja de material de construção ao lado da pousada.
Saímos então no pedal por asfalto até o horto, com poucas subidas e seguimos por cerca de 15km embaixo de chuva fraca mas passando por muitas poças, até a chegada no horto, onde começa a estrada das Pedrinhas.
Depois de umas fotos, entramos na estrada (terra) e logo começou longa subida e também voltou a chover mais forte.
Conhecemos um ciclista gente boa de São Paulo, que pedalava sozinho. Viemos conversando com ele, ele nos nos acompanhou durante toda a subida e depois retornou para o horto.
Subimos até 2000m de altitude. Lá estava muito frio, vento e muita neblina, e sendo assim não conseguimos aproveitar nada da paisagem. Daí pra frente nesta estrada aumenta bastante o cascalho/pedras nas subidas e descidas, é importante descer com cuidado.

A idéia inicial era almoçarmos na pousada que algumas placas indicavam, mas chegando lá descobrimos que ela estava fechada. Sem muita opção, seguimos em frente e começou então uma descida longa e bem íngreme. No meio da descida a chuva parou e o tempo começou a abrir.

Fizemos uma parada em uma barraca de madeira, bem simples, e tomamos um guaraná. Esse lugar é uma espécie de boteco/lanchonete, e é do Chico Bento, que é um guia local de Gomeral. Ele é um sujeito muito bacana e cheio de prosa. Nos contou bastante sobre as atrações da região, como trilhas, cachoeiras e etc.

Logo depois, numa subida a corrente do Marcelo travou por causa do barro ele quase caiu e quase leva o Leiva junto. Mais alguns kms e o pneu traseiro do Cielo rasgou e a câmara estourou. Havia um calombo no pneu . O Geraldo improvisou com um pedaço de plástico para proteger a câmara e colocou entre o aro e o pneu. Felizmente a "gambiarra" aguentou até o final da viagem, mas o Marcelo teve pedalar o restante da viagem mais devagar e usando somente o freio dianteiro.

Após um trecho praticamente plano, no vale de um rio, chegamos a pousada do Agenor, onde almoçamos comida caseira (trutas), a comida estava boa mas demorou muito pra sair e a gente estava com bastante fome. Descansamos alguns minutos depois do rango e retornamos no pedal por volta das 15h30.

Seguimos pelo asfalto até o vilarejo de Pedrinhas e logo depois pegamos terra acompanhando a sinalização para Aparecida. Esse trecho é totalmente plano. Após mais um trecho de asfalto chegamos à Potim, onde não paramos. Cruzamos o rio Paraíba e chegamos aos primeiros bairros de Aparecida. Paramos em um Lava Rápido e pedimos um jato d'água nas 4 bikes, que estavam com muito barro.

Seguimos então à Basílica, nosso destino depois de tantos kms!!! Nos abraçamos e nos cumprimentamos e fizemos a obrigatória "foto oficial da chegada". Nos despedimos, pois o Agenor e Geraldo iriam tomar banho no banheiro dos motoristas de ônibus e pegar ônibus para SP e pra São Carlos na sequência.

Passamos para pegar os certificados e rezar junto à imagem. Depois conversamos com vários visitantes e outros peregrinos na porta da basílica. Algum tempo depois seguimos tranquilos para o hotel (Hotel Cathedral).


Agenor preparado para a chuva

E Marcelo se preparando..

Placa do Caminho de Aparecida 

Começo da Estrada das Pedrinhas



Boteco do Chico Bento

Reparem no uísque "Nato Nobre"

Cahoeira ao fundo


  
Boa gambiarra



Cielo e os dois "Agenores" na Pousada do Agenor


Geraldo limpando o pisante



Trato nas magrelas pra tirar o barro



"Foto oficial" da chegada





29 de Dezembro de 2013

5o. dia de pedal

Paraisópolis - Luminosa - Campista - Campos do Jordão

Total rodado no dia: 63,2km
Total acumulado: 456,3km
Altimetria do dia: 2092m
Altimetria acumulada: 10639m
Tempo pedalado no dia: 6h55min
Tempo pedalado acumulado: 39h50min
Velocidade Média do dia: 9.1km/h
Velocidade Máxima do dia: 51.1km/h
Track GPS, altimetria e etc disponíveis em: http://www.strava.com/activities/103014071

Tomamos um café caprichado por volta das 6h30 no hotel. Pegamos as bikes que estavam guardadas na lavanderia e aproveitamos para calibrar os pneus no posto.
Partimos em torno das 8h, e o caminho para Luminosa seguiu bem, com a terra ainda molhada da noite anterior, com um sol ainda fraco e muitas nuvens. Esse trecho tem várias paisagens bacanas, pegamos então uns 10km de subidas leves, onde encontramos alguns ciclistas e carros de apoio de um grupo de São Paulo.

Já num trecho mais plano, passamos pelo bairro Cantagalo, em S Bento do Sapucaí, mas não paramos, o plano era parar só em Luminosa. Fizemos umas fotos na descida de chegada ao distrito, que dá um belo visual do lugar.
Já em Luminosa Cielo percebeu que havia perdido um parafuso do taquinho mais uma vez. Ele prevenido já sacou um que tinha de reserva. Conhecemos nessa hora um ciclista de Brasópolis que explicou a saída para o caminho alternativo ao Quebra-Perna.

Carimbamos na pousada e reencontramos Agenor e Geraldo perto da igreja. Conversamos com um pessoal da CicloFemini, de São Paulo. Eles estavam em grupo grande e com carros de apoio.
Comemos coxinhas e refris na padaria do lado da igreja.

Seguimos pelo caminho alternativo (é só seguir placa de S Bento à partir de Luminosa). O caminho é bom porque é possível pedalar todo o trecho, apesar de uns 3 a 4kms a mais se comparado ao "famigerado" Quebra-perna.
Subimos conversando com a dupla Agenor e Geraldo. Eles estavam ouvindo músicas religiosas em um aparelho deles, foi bem bacana.

Paramos em um botequinho de um corinthiano no meio da subida e tomamos itubaina. Nessa hora chuviscou um pouco. A paisagem é bonita nesse trecho do caminho, apesar do final da subida que é bem íngreme.
Chegamos no asfalto e cerca de 1km passamos pelo caminho oficial por onde subiam alguns ciclistas. Aquele trecho estava bastante movimentado aquele dia.
Paramos na pousada Montanhes para carimbar e pegar água, o plano era almoçar, mas não conseguimos comer porque havia grupo grande que tinha "fechado" o restaurante aquele dia. Alguns km a frente paramos na pousada Dna Rose, figura muito simpática, mas não havia comida pois já estava tarde, e então ela preparou pra gente uns mistos no bar que ela cuida, logo em frente.
Demos uma cochilada depois dos lanches no boteco.

Chegando em Campos do Jordao pesquisamos umas pousadas, acabamos ficando na boa Pousada Serena negociamos um preço legal.
Compramos cerveja e água no supermercado em frente e depois de uma relaxada jantamos todos juntos no self-service no "Querença da Serra".

Hotel em Paraisópolis
 


 

Luminosa
 
 
 
 
 


 
Bar da Dna Rose - Geraldo e Agenor capotados

Itubaína no boteco do corinthiano, no "meio do nada"
 

 
 
Chegada no asfalto para Campista

 
 
 Já em Campos do Jordão


28 de Dezembro de 2013

4o. dia de Pedal

Inconfidentes - Borda da Mata - Tocos do Moji - Estiva - Consolação - Paraisópolis

Total rodado no dia: 98,6km
Total acumulado: 393,1km
Altimetria do dia: 2902m
Altimetria acumulada: 8547m
Tempo pedalado no dia: 9h15min
Tempo pedalado acumulado: 32h55min
Velocidade Média do dia: 10.6km/h
Velocidade Máxima do dia: 63.0 km/h
Track GPS, altimetria e etc disponíveis em: http://www.strava.com/activities/103013701

Mesmo com um pouco de cansaço acumulado, resolvemos sair "mais cedo". Conseguir sair pedalando antes das 8h pra gente é coisa rara. Partimos às 7h30 depois de um bom café na pousada Caminho da Fé.
O Agenor e Geraldo saíram antes e disseram que iam tranquilos e que a gente se encontrava no caminho.

No início pegamos um bom trecho nublado e meio plano, mas vieram depois as fortes subidas e o sol quente até Borda da Mata.
Em Borda comemos pão de queijo com isotônico na boa Padaria Real na praça principal. Depois de lá, até Tocos do Moji, que é um trecho com algumas erosões, o tempo foi alternando entre sol e nublado.
No caminho tranquilo, de repente passaram 4 hilux juntas levantando poeira. Um grupo viajando por aquelas bandas.

Chegando em Tocos, encontramos com o Agenor e o Geraldo no restaurante Dona Gilda em Tocos. Almoçamos muito bem, com direito a suco laranja e até um açaí de sobremesa!
Descansamos na praça embaixo de uma árvore, estava bem quente e a gente precisava fazer um pouco de digestão para seguirmos em frente. Depois de uma meia hora saímos enfrentando o sol e o calor forte na saída de Tocos e já encaramos umas subidas brabas.

Na última grande subida antes de Estiva caiu uma boa tempestade. Descemos então o morro na chuva. Conversamos com o Márcio, um ultramaratonista que estava fazendo o Caminho da Fé correndo (!!) para treinar para o Brazil 135.

Já em Estiva, paramos na padaria Santa Edwiges para comer e beber. Ali a chuva parou, sol apareceu. Estávamos bem sujos de lama. Chegaram também os ciclistas de SP, além do Agenor e Geraldo. A cidade estava movimentada era dia da fundação e ia começar uma corrida de rua em comemoração ao aniversário da cidade.

Fomos juntos com o Agenor e o Geraldo até Consolação onde pretendíamos dormir, porém não havia energia elétrica no distrito, e o dono da pousada não garantia que hora ela ia voltar. Apesar do cansaço, tomamos uma "tubaína" e seguimos para Paraisópolis pelo asfalto, pois já era tarde (19h), e ir por terra ia ser bem complicado.

Escureceu no meio do caminho, e viemos os 4 sem forçar muito. Já em Paraisópolis, não encontramos vagas na Pousada da Praça e então negociamos um preço legal no bom hotel Serra de Minas.
Jantamos no restaurante Estância Mineira em frene ao hotel junto com Agenor/Geraldo e ficamos batendo papo e dando risada.