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30 de Dezembro de 2007

6º Dia - Luminosa (MG) - Campista (SP) - Campos do Jordão (SP) - Pindamonhangaba (SP) - Aparecida (SP)



Amanhece em Luminosa (vista da pousada)

- Começamos o último dia com trupe “rachada”. O Márcio estava uma cidade antes. De qualquer forma, ele ia encontrar o pessoal de Americana em Campos do Jordão e iria para Aparecida no 7º dia. Bom, pensando bem, nada mal uma parada no Baden-Baden...

- Acordamos e tomamos o café da manhã (meio fraco)

- Alex não achava sua bermuda. Depois de muito procurar, descobrimos que ela estava com o Seu Antonio, que antes estava ajudando a procurar a bermuda, sendo que ele estava vestida com ela..rs

- O Darlison levou nossas bagagens e combinamos de pegá-las em Campos do Jordão.

- Estávamos todos ansiosos para conhecer o tal do "Quebra-Perna".

- Começamos a pedalar 7h00. O problema é que já começamos subindo, subindo... sem nenhuma planície pra esquentar as pernas.


- Na maior parte do Quebra-Perna não dá pra pedalar. É preciso empurrar a bicicleta ladeira acima.

- Concluímos que foi bom termos "vencido" os 4km após Luminosa no dia anterior, já dá uma adiantada no "Quebra-Perna".



- A coisa boa dessa subida é o visual, devido à grande altitude.



Altitude: 1741m.

- Carimbamos na pousada em Campista. O lugar é bem legal. Eduardo encontrou o Alex que já tava saindo. O Alex queria chegar antes em Campos pra tentar arrumar a bike, apesar de ser domingo e quase véspera de Ano Novo, ele queria achar algum lugar.

- Após a pousada rumamos para Campos do Jordão. Após um pouco de subidas no asfalto começa uma trilha muito legal. O caminho é diferente das trilhas que pegamos. A mata é fechada, o visual é novo.


Faltam 100km..



- Depois de alguns bairros periféricos de Campos do Jordão, Eduardo encontrou o Tex na Abernéssia. Ele tinha conseguido consertar a bicicleta. Alex mais uma vez conhecia o dono da bicicletaria, era um ciclista das antigas. Foi necessário colocar a gancheira no gabarito.

- Paramos na pousada do Edson pra carimbar. O Edson é um cara gente boa e bem falante, mas tava difícil prosseguir. Ele já tinha morado em São José dos Campos e ficou segurando o Eduardo com suas histórias.

- Tex e Eduardo encontram uma lanchonete. Matam um x-salada cada um, e pra comemorar o fim do "Quebra-Perna": uma garrafa de Brahma!

- Um rapaz veio puxar conversa com a gente. O Cláudio, que tem um restaurante na cidade. Ele pagou uma cerveja e ficamos conversando sobre pedal. Um outro pessoal mais novo queria saber da aventura também.

- Depois de mais um gatorade e mais um diamante negro cada decidimos encarar a última parte da viagem: Uma grande descida, de 1000m de desnível e depois um grande trecho plano passando por Pindamonhangaba e chegando em Aparecida.

- Saindo de Campos, tivemos uma pequena subida de 3km e depois começamos a descer, o que seria uma pista asfaltada abandonada, que alguns kilometros depois "morre" na Floriano Rodrigues Pinheiro. Aqui o problema fica por conta do movimento de carros e caminhões. Mas apesar de um pouco de tensão por causa do tráfego, a descida é uma beleza!!! Uma puta velocidade por muito tempo!!!



Rodovia de Campos.

- Passamos em Pinda, passando pelo Balneário que mais parecia aqueles banhos em rio na Índia. Bem estranho..Nesse ponto pegamos as únicas gotas de chuva no caminho todo. Bom, não sei se conta.. foi um chuvisco muito rápido.

- Paramos pra uma garapa na entrada da cidade. O dia estava um inferno de quente.

- Chegando em Pinda nos perdemos. O GPS marcava um caminho mas as setas indicavam outro. Depois de perguntar e etc, descobrimos que tínhamos seguido as setas erradas..rsrs.

- Depois do carimbo, paramos numa padaria pra repor água / gatorade e chocolate.

- Continuamos pelo asfalto e daí pra frente fomos num ritmo bom, pedalando forte no asfalto plano. Mas o calor castigava DEMAIS. No final do trecho ser plano, nos parecia que não rendiam as pedaladas.

- A água do Eduardo acabou na entrada de Aparecida. Apesar de que faltavam apenas 2km pra basílica, ele apelou pra água fervendo do Tex. Uma delícia..rs





Faltam 2km!

- Chegamos finalmente na imponente basílica! A sensação é estranha.. Depois de um esforço gigantesco você se vê diante do objetivo e passa um filme na sua cabeça. Engraçado que todo o tempo parece ter passado muito rápido.



- Após alguns momentos em frente do santuário resolvemos dar umas voltas e perguntar sobre a secretaria da Basílica e descobrimos que ela estava fechada!

- Fomos procurar a pousada São Benedito. Ela fica bem perto de um das entradas da basílica. A pousada é boa, mas um tanto impessoal.

- Demos azar e tinha acabado a água da rua logo depois do Alex tomar banho. O Eduardo tomou um banho "de gato" na pia.

- Fomos pra rua descobrir horários de ônibus pra São José dos Campos no dia seguinte e achar um lugar pra comer. O Alex queria encontrar um rodízio..rs

- Descobrimos que teríamos ônibus de hora em hora pra SJC e que o Márcio precisava pegar no outro dia um ônibus às 14h para São Carlos ligamos para avisá-lo.

- Jogamos fliperama.

- Paramos em um restaurante que parecia a filial do inferno de tão quente, mas o cardápio parecia ser bom. Tentamos um lugar na calçada mas não conseguimos, quase brigamos com o garçom por causa disso, ele tinha passado outras pessoas que chegaram depois da gente na frente. Bom, mas pelo tamanho da nossa fome, seguramos as pontas.

- Quando o Alex foi se despedir do garçom (que quase brigamos antes) uma de suas pernas falhou por causa da fadiga, e ele deu um "abraço" sem querer no cara. Cena inesquecível, rachei muito o bico.

- Capotamos.

29 de Dezembro de 2007

5º Dia - Minas Gerais: Tocos do Moji - Estiva - Consolação - Paraisópolis - Luminosa

- Acordamos em Tocos do Moji e como a pousada não tinha café da manhã incluso fomos até a padaria (a mesma da noite anterior) e batemos um misto.


Protetor solar.. o dia ia ser bem ensolarado..




Padoca




Alongamento



- Logo na saída da cidade, poucos metros da padaria, uma subida de uns 300 metros bem íngreme nos dava as boas vindas ao trecho do dia!


- Eduardo encontrou o Alex em Estiva, na padaria. Perguntou do Márcio, já que ele tinha saído na frente dele. O Alex não sabia de nada. Achamos estranho, mas imaginamos que ele tinha feito alguma parada e estava logo atrás.

- Alex seguiu na frente onde deixou recado com Dona Elza em Consolação que estava prosseguindo. Um recado estranho no livro de visitas deixado pelo nosso amigo Alex: "Adorei Consolação". Ri muito quando li, com certeza o Alex não entrou nem na praça da cidade e escreveu a primeira coisa que veio na cabeça.


- Eduardo bateu um "PF" na Dna Elza e recebeu o recado. Deu também uma cochilada no banco da praça por alguns minutos pra esperar a digestão.



- Chegando em Paraisópolis o Eduardo recebeu a mensagem do Alex que ele já estava em Luminosa. O Tex estava comendo poeira esse dia.

- Tex finalmente conseguiu conversar com o Márcio e então descobriu que ele tinha se perdido em uma bifurcação onde também o Alex e o Eduardo tinham errado. O Alex chegou a andar uns 2 km na direção errada. O Eduardo, avisado pelo GPS pegou o caminho certo de novo. O problema com o Márcio foi que ele andou muito nessa estrada até descobrir que estava no lugar errado.

- Quando o Eduardo chegou em Luminosa, já com o sol se pondo, recebeu um sms do Alex, pelo celular do Fernando, avisando que ele estava na pousada 4km pra frente com o pessoal de Americana. Eduardo teve que apertar "o passo" porque o sol já estava acabando. Ele chegou na pousada da Dona Inez por volta das 8 da noite na completa escuridão.

- Conversando mais tarde com o Márcio, ele nos falou que ia dormir em Paraisópolis e não queria que a gente esperasse no outro dia.

- A pousada da Dona Inez é bem simples, mas a acolhida foi boa. Só achamos estranho que apesar de estarmos no meio da roça, comemos pão de forma, leite de saquinho e etc.. bom, tudo bem...

Pousada


Vista em frente a pousada

- A pousada é cercada por uma plantação de bananeiras. Banana e doce de banana não faltou pra repor as energias.

28 de Dezembro de 2007

28 de Dezembro de 2007

4º Dia - Minas Gerais: Serra dos Lima - Barra - Crisólia - Ouro Fino - Inconfidentes - Borda da Mata - Tocos do Moji


- Acordamos e tomamos café na pousada da Natalina


- Saímos por volta 7h00


- Decidimos levar as malas e não deixar com o pessoal de Americana


- Descemos 7km até Barra, a pousada para carimbar estava fechada!


- A região é muito interessante, com muitas nascentes e pequenos sítios.




Darlison (Americana/SP)

- Paramos em Ouro Fino pra tirar foto com a famosa estátua do menino da Porteira






- Passamos “batidos” em uma pousada que carimbava a credencial. Pedimos informações na igreja matriz da cidade.

- Voltamos então até a pousada “Arco íris", carimbamos e continuamos o pedal.

- Fomos para Borda da Mata, onde encontramos muita subida no caminho.

- Carimbamos no "Minas Hotel" e almoçamos ali perto no restaurante "Casarão". Uma puta comida mineira de primeira.





- Aproveitamos pra dar uma carga no GPS.

- Comemos pra cac..

- O Alex ficou pressionando pra sairmos rápido.

- Seguimos então por volta das 14h30 ainda com a comida na garganta.

- O calor estava mais uma vez infernal.

- Pra piorar o trecho Borda da Mata até Tocos do Moji é muito pesado. As subidas são intermináveis.





- O Alex veio bem. O Márcio mais ou menos.. e o Eduardo quase morreu..rs

- O Eduardo chegou em torno de 17h00 em Tocos do Moji.



- O plano inicial era chegar em Estiva, mas resolvemos ficar em Tocos, já que o Márcio e o Eduardo estavam "no osso".



Cerveja diária.. mas nesse dia desceu mais redonda ainda!!!


- Pegamos uma cerveja e bebemos. Depois de tanto perrengue e com o calor que estava foi com certeza a melhor cerveja do mundo!!

- Fomos até a pousada da Therezinha e ainda tinha vagas.



Pousada 1/2 estrela



- Encontramos o Darlison carimbando. O pessoal de Americana tinha resolvido ir até Estiva.

- O Alex ficou tirando sarro da gente porque a gente estava morto e não conseguia acompanhar o ritmo do pessoal de Americana.

- Tomamos banho, lavamos nossas roupas.

- Demos uma passada na farmácia pra comprar umas besteiras

- A cidade é bem pequena e estava toda preparada pro aniversário de fundação, que ia acontecer no dia seguinte. Tinha um caminhão de som fazendo alguns testes e etc.

- Na padaria da cidade, que também era "pizzaria, lanchonete, sorveteria..etc", pedimos uma pizza cortada pra petisco. Tomamos várias cervejas! Acho que foi o dia que mais bebemos!!

- Na saída, quando já estávamos pagando, o garçom veio até a gente, falando que um pessoal queria tomar umas com a gente. O Márcio foi até lá explicar que éramos "peregrinos" e que precisávamos descansar e acordar cedo.

- Fomos telefonar no orelhão (na cidade não pega celular).

- Capotamos.


Alex fechando o bunker.

27 de Dezembro de 2007

27 de Dezembro de 2007


3º Dia

São Roque da Fartura/SP - Águas da Prata/SP - Andradas/MG (Serra dos Lima)



- Acordamos por volta das 6h da manhã.

- Tomamos um café reforçado na pousada D. Cidinha, com direito a pão-de-queijo quente, manteiga fresca e etc.. Muito bom!

- Seguimos subindo até SR Fartura. E põe "subindo" nisso!! O Tex bravamente resistindo com uma única marcha.

- Como informado na pousada, cortamos 6km do caminho, não fizemos um "U".

- O asfalto começa 4km depois da pousada.

- Parecia que não era o dia do Alex.. Furou o pneu dele no meio da estrada. Antes disso ele já tinha tentado dar um jeito no câmbio, mas sem sucesso. Antes de entrar em S R Fartura, o mesmo pneu fura novamente!






- Carimbamos na pousada nossas credenciais e deixamos nossas malas com o pessoal de Americana.

- Pegamos uma descida cheia de pedras, erosões e curvas. Muito técnica! Em alguns lugares dava vontade de descer da bicicleta pois estava realmente perigoso.






Fernando e Antonio (pai e filho) de Americana-SP


"É nóis"...



Subidas intermináveis..

- Chegamos em Águas da Prata junto com o pessoal de Americana. Fomos até uma Padoca pra comer um misto e tomar uns gatorades. Enquanto isso o Alex foi procurar uma bicicletaria. Depois ele nos contou que já conhecia o dono da bicicletaria desde os seus tempos de corrida.



Refueling..
- Pegamos subidas e descidas até pararmos na Pousada do Gavião. Essa pousada é bem bacana e ponto do pessoal de paraglider. A dona da pousada nos falou sobre a possibilidade de seguirmos pelo asfalto para evitar um sem-fim de porteiras do trecho oficial.
- Pegamos nossa bagagem com o pessoal de Americana e seguimos pelo asfalto.

- Descemos em torno de uns 5km, carimbamos no Palace Hotel onde nos falaram que o caminho era "fácil" até Ouro Fino.







- Começamos a subir então a Serra dos Lima, até chegarmos na subida mais pesada do dia, onde não houve remédio senão empurrarmos nossas bikes.









- Encontramos um cavalo desembestado no meio da caminho. O Alex parou pra gente passar juntos pelo chucro.



Jantar na pousada


- Chegamos na pousada da Dna Natalina e Seu Cláudio e após discutirmos um pouco resolvemos parar por ali mesmo, mesmo não seguindo o planejado. O Alex queria seguir mais um pouco :-o. - O pessoal de Americana também parou nessa pousada. - O rango foi muito bom! Comemos alface, carne de panela, arroz, feijão e uns "zoiudos". Tudo com bastante pimenta comari!! Excelente!! - Capotamos por volta das 10 da noite.