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14 de Abril de 2010

Dia de voltar pra casa. Mas ainda restava visitar algumas atrações de Mariana.

Pegamos um taxi as 9h para a Mina da Passagem, que é uma mina desativada bem bacana pra visitar, apenas alguns kilometros de Mariana.
Na volta paramos na Igreja S Pedro dos Clérigos e depois fomos até a Igreja São Francisco / N S Carmo.

E nada de misto quente hoje, rs.. Almoçamos muito bem no Galeteiros, em frente a Praça da Sé, um restaurante com fogão à lenha e tudo mais.

Depois do rango, encontramos uma loja de material de construção onde compramos lona e fita para embalarmos as bikes (exigência da companhia de ônibus para transportar as magrelas).

Passamos no Hostel pra pegar as malas e as bicicletas e então seguimos para a rodoviária (~2km). Chegando lá embalamos as bikes na correira porque nosso ônibus estava pra chegar. Saímos de Mariana por volta das 14h20.

Chegamos na rodoviária de BH umas 17h00 depois de muito trânsito e compramos nossas passagens para São Carlos com saída para às 21h15. Foi uma boa espera na rodoviária e uma longa viagem durante a noite. Chegamos pela manhã na rodoviária de São Carlos.


 











13 de Abril de 2010

Catas Altas - Morro d'Agua Quente - Santa Rita Durão - Bento Rodrigues - Camargos - Mariana

Total rodado no dia: 57,0 km
Total acumulado: 443,7  km
Tempo pedalado no dia: 4h21min
Tempo pedalado acumulado: 39h56min
Velocidade Média do dia: 13,0 km/h
Velocidade Máxima do dia: 37,3 km/h

7o. e último dia de pedal.. tudo que é bom dura pouco.....
Café na pousada meia-boca e caímos na estrada por volta das 7h30 seguindo por um caminho tranquilo até Morro d'Agua Quente. O caminho terminava em um canal/barragem em construção e para evitar uma volta grande, descemos o canal e putz.. depois foi complicado subir com as bikes do outro lado.

O Cielo furou caramanhola, foi com ela de ponta-cabeça.

Pegamos um caminho parcial por asfalto (~3km subida até Sta Rita Durão). Ficamos em dúvida se estava certo, não havia marcos e o asfalto não tinha acostamento. Depois entramos num caminho com vegetação rasteira e florida. O Marcelo tomou 2 ferroadas de abelhas pra dar um acordada e ficar esperto.

Em Sta Rita Durão, tomamos gel, abastecemos caramanholas com água na bica da praça da igreja. Depois de 1km mais ou menos, o Marcelo lembrou que tinha deixado as luvas na bica e voltou para pegar..

Chegamos em Bento Rodrigues, uma descida longa. Entre Bento Rodrigues e Camargos o caminho não é tão fácil quanto a gente imaginava, mas é arborizado no último trecho. Tem um rio com laterais de rocha no caminho.

Camargos é um vilarejo pequeno, havia apenas um pequeno bar, mas estava fechado. Tivemos de tomar gel novamente e summ na caramanhola. Abastecemos com água em frente à igreja (bonita mas não muito conservada). Uma moradora abriu a janela e ficamos conversando. Ela reclamava dos borrachudos que realmente estavam pegando pesado por ali. Alguns km's após Camargos encaramos um “morrinho” chegando em Mariana e uma grande descida.

Chegada em Mariana!!!! Misto de alegria por termos chegado, mas um pouco de tristeza por tudo estar acabando.. sensação esquisita..

Tivemos um pouco de dificuldade para encontrar o albergue em Mariana, pois a rua tinha mudado de nome. Chegamos por volta das 14h. O rapaz da pousada não estava muito bem humorado. Por conta de uma manutenção na cidade, não tinha energia elétrica e tomamos um banho gelado... brrrr........

Almoçamos por voltadas 15h e comemoramos com cerveja Original!!
Visitamos o museu Arquidiocesano de Arte Sacra e a Catedral da Sé. Rodamos pelo Centro Histórico e jantamos feijão tropeiro com mais cerveja no Restaurante Rancho.
















12 de Abril de 2010

Santuário do Caraça - Brumal - Catas Altas

Total rodado no dia: 35,8 km
Total acumulado: 386,7 km
Tempo pedalado no dia: 2h15min
Tempo pedalado acumulado: 35h35min
Velocidade Média do dia: 15,8 km/h
Velocidade Máxima do dia: 73,1 km/h

Tomamos o ótimo café bem cedo, ao lado do fogão a lenha e depois fomos visitar o calvário, o jardim, as catacumbas e a igreja. Fomos então arrumar nossas coisas para liberar o quarto. O Leiva saiu para andar, o Spin e o Marcelo não quiseram ir.

Almoçamos e fomos visitar o museu onde funcionava o antigo colégio – muito legal. Valeu a pena!

Depois do nosso passeio "cultural", arrumamos nossas tralhas e partimos com as magrelas. Aquela forte subida no dia anterior, hoje era a nossa descida animal e interminável!!! O Marcelo bateu o recorde de velocidade da viagem: 73 km/h!!!

Paramos na portaria do parque ao final da descida. Nosso plano inicial era seguir pelo caminho da pousada pico do sol. Um senhor lá na portaria nos aconselhou a irmos por Brumal, pois o trecho tem um relevo melhor. E foi o que fizemos.

Encontramos então a Estrada Real, depois do desvio que fizemos para o Caraça. Cruzamos vários caminhões das minas nesse trecho, que é um sobe-e-desce sem grandes dificuldades. Passamos então pelo bicame de pedras, que é menor do que a gente imaginava, mas vale a pena parar pra umas fotos.

Depois de mais sobe-e-desce e passando por plantações um canhorro perseguiu Marcelo.

Já numa parte mais plana, pedalamos ao lado de uma linha de trem até a chegada em Catas Altas, onde paramos na parada prevista, a Pousada Nossa Senhora do Rosario, onde chamamos por um bom tempo até que dois senhores nos atenderam. A senhora estava com crise de coluna, e eles não pareciam muito felizes de ter que nos receber...
Negociamos o café da manhã mais cedo para o dia seguinte, eles não gostaram muito mas acabaram aceitando.

Jantamos comida caseira, num restaurante perto da pousada.

















11 de Abril de 2010

Ipoema - Bom Jesus do Amparo - Cocais - Barão de Cocais - Santuário do Caraça

Total rodado no dia: 80,2 km
Total acumulado: 350,9 km
Tempo pedalado no dia: 7h39min
Tempo pedalado acumulado: 33h20min
Velocidade Média do dia: 10,6 km/h
Velocidade Máxima do dia: 61,7 km/h


Acordamos cedo e tomamos um café da manhã de primeira!! Pão de queijo feito na hora e tudo mais.. 10!!!

Com um dia nublado pela manhã saímos em direção a Bom Jesus do Amparo. Até Bom Jesus a maior parte é asfaltada e o restante de terra estava em obras de asfaltamento. Depois de uma parada rápida, saímos em direção a Cocais. No caminho até lá encontramos muitos eucaliptais, e num deles perdemos os marcos da ER. Paramos e recorremos ao gps, que não ajudou, pois os eucaliptos bloqueavam o sinal. Decidimos então rumar na direção Sul, a gente sabia que não estava na estrada certa, mas de qualquer forma íamos ter que sair perto de Cocais.
Encontramos então uma rodovia, perguntamos o caminho e indicaram seguir por ela.
Chegamos então na pequena Cocais e procuramos uma padaria. Encontramos uma venda bem simples, e a mulher preparou misto frio, que comemos com coca-cola e uns doces caseiros de sobremesa. Como era domingo, e perto da hora do almoço, tinha muita gente pela rua.
Uma criançada ficava em volta da gente batendo papo e fazendo um monte de perguntas. Uma delas foi boa: "Por que vocês pedalam de chuteira?", um menino perguntava sobre nossas sapatilhas.

Nos abastecemos com água e partimos. Tivemos um certa dificuldade para achar a saída, os marcos eram raros dentro da cidade. Saímos então por uma subida, o caminho é difícil e confuso pois alguns marcos ficam meio escondidos.
A subida era forte, mas o que ajudava é que grande parte do caminho é debaixo de sombra de árvores. Depois do topo pegamos uma boa descida. Algumas partes dela é de calçamento de pedras, da época dos escravos.
Ao final da descida topamos com um viaduto gigante e logo chegamos em Barão de Cocais. Cruzamos então a cidade, uma das maiores que tínhamos encontrado desde Diamantina, em direção ao centro.
Pedimos informações a respeito do caminho para Caraça e paramos numa padaria para comer. Fazia muito calor.
Já era tarde e aproveitamos o fato da "cidade grande" pra tirar dinheiro num caixa eletrônico.
Seguimos então por rodovia, para fazer um desvio da Estrada Real e subir até o Santuário do Caraça. A estrada não tem acostamento e estava meio movimentada. Depois de 6Km chegamos ao trevo com o marco de ferro da ER. O caminho para o santuário é todo asfaltado e começa numa parte plana e vai assim até a entrada do parque.
Na portaria do parque fizemos as inscrições e começamos então a subir de 800m até 1300m de altitude em apenas 11km!! A subida é forte!! A única vantagem é o fato de a subida ser toda asfaltada.
O Marcelo empurrou em alguns trechos, enchemos o saco dele.
Chegamos no mirante ainda com luz do dia. Mas já começava a esfriar. Chegamos na pousada junto com o fim do dia, suados e cansados, e fizemos o check-in na pousada. Depois de guardamos nossas possantes na brigada de incêndio, fomos pro quarto e depois tomar banho e tal. Pegamos um quarto numa ala mais simples, onde o banheiro é coletivo.
A janta foi boa, ao lado do fogão à lenha.

O Santuário do Caraça é um lugar único. Foi um colégio famoso no Brasil desde a época do império, mas um incêndio destruiu boa parte dele. Desde então, virou um parque natural e pousada, atraindo muitos turistas.
O lugar também é famoso pelos lobos-guará que visitam toda noite o adro da igreja, em busca de carne e frutas colocadas pelo padre de lá.
Mais informações em: http://www.santuariodocaraca.com.br/
Logo depois do jantar, um senhor veio contar que o lobo já estava lá. Tivemos sorte de encontrar com ele e sem ter que esperar muito. Falaram que era um fêmea.
Vários turistas ficam em volta da bandeja e ela parecia estar bem acostumada aos flashes e se deixava fotografar, apesar de se assustar e ameaçar fugir quando alguém chegava um pouco mais perto dela.