11 de Abril de 2013

5o. dia de pedal
Ewbank da Câmara - Juiz de Fora - Matias Barbosa - Monte Serrat

Total rodado no dia:  107,7 km
Total acumulado:  400,6 km
Tempo pedalado no dia: 6h56min
Tempo pedalado acumulado: 35h29min
Velocidade Média do dia:  16,2 km/h
Velocidade Máxima do dia:  49,4 km/h

Acordamos no pequeno Hotel Mundial por volta das 6 da manhã com a intenção de sair cedo, pois a kilometragem a vencer nesse dia era alta e o Leiva ainda tinha que dar um jeito de chegar em Juiz de Fora (distante 60km) e conseguir uma gancheira nova e desentortar o câmbio da sua bike. Ewbank da Câmara não tinha nenhuma opção de bicicletaria.

Acordamos e vimos que a luz não havia voltado. Por conta disso, o café da manhã no hotel estava atrasado e a gente também teve dificuldades em arrumar a bagagem e etc.
O André e o Marcelo na saída do hotel conheceram o Daniel, um ciclista local bastante experiente que deu valiosas dicas sobre o trecho dali até Juiz de Fora, inclusive sobre marcações de distância erradas nos marcos.

O pedal iniciou às 8h para o André/Marcelo e lá foi o Leiva na aventura de conseguir embarcar em um ônibus intermunicipal para Juiz de Fora. Seguindo as dicas do Daniel, saímos em direção à fazenda São Firmino, uma estrada de terra boa e sem subidas. Fomos margeando a estrada de ferro. Pedalamos cerca de 5km e chegamos na comunidade São Firmino, e de lá desviamos a rota oficial da ER, com sentido à Chapéu d'Uvas.

À partir de Chapeu d'Uvas, dois caminhos seguem com marcos. Seguimos até a estação de trem e viramos à direita, margeando a estrada de ferro e a tubulação da Petrobrás.
O caminho é bem bacana, e apesar da lama não tivemos muito problemas. Enfrentamos duas grandes subidas até chegarmos em um vilarejo chamado Granjeiros, e de lá uma subida íngreme até Dias Tavares.
De Dias Tavares, outra subida razoável e neste caminho vimos um porto seco, cheio de carros.
Chegamos na BR-040 e como não vimos nenhum marco, acabamos seguindo pela própria BR até Juiz de Fora (cerca de 20km).

Chegamos em Juiz de Fora por volta das 12h30 e ligamos para o Leiva, que nos encontrou no parque Halfeld, que ficava próximo onde sua bike estava "internada". Lá ele contou da aventura em chegar em Juiz de Fora. Depois de esperar bastante, o ônibus não quis embarcar a bicicleta, pois o Leiva não tinha nota fiscal, o que com certeza era uma desculpa do motorista para não ter trabalho com o bagageiro e tal. Sem opções, ele acabou negociando um táxi por preço mais camarada até Juiz de Fora.

O Leiva indicou ao Marcelo/André o Pastela`s (onde ele tinha almoçado). Comida de primeira e com um preço honesto: arroz / feijão / carne/ salada e batata frita. Enquanto os dois almoçavam, o Leiva foi buscar a bike.

No fim das contas, foi preciso trocar a gancheira e o próprio câmbio traseiro. O que fez a "brincadeira" sair um pouco cara.

Eduardo voltou com a bike acertada ao restaurante. Lá tinha uns garçons engraçados e uma mulher maluca, que usava um chinelo num pé e num outro sapato e ficava falando alto para um dos garçons que queria fugir com ele e se casar.

De volta à estrada não encontramos nossos amigos marcos para pegarmos a estrada de terra. Fomos seguindo direto por um descida de serra em asfalto. Nesse trecho, um ônibus ficava abusando nas curvas em cima da gente, insano..
Até Matias Barbosa fomos em asfalto. Já chegando na pequena cidade, outra cena de perigo no trânsito: uma saveiro nos passou com uma calha presa na caçamba, o detalhe é que a calha estava apontando para a lateral e não para trás da caçamba!!  A calha quase acertou a Marcelo, foi por muito pouco.. gelamos. É inacreditável como um motorista prende uma carga assim, sem pensar nos pedestres, ciclistas e etc. É muita ignorância.

Depois do susto, já em Matias Barbosa, paramos na capela do Rosário, onde é possível visitar alguns túneis escavados pelos escravos. Depois de algumas fotos, fomos comprar água mineral. Existe uma fonte em frente à igreja, mas os locais avisaram que a água estava contaminada.

Até Simão Pereira seguimos em boas descidas em asfalto. Encontramos uma única subida forte e longa, o resto foi só descidas. Passamos direto por Simão Pereira, sem parar e depois de mais alguns kilômetros morro abaixo avistamos o impressionante paredão de pedra chamado de Pedra do Paraibuna (fica às margens do Rio Paraibuna), famoso na região. Esse paredão tem 500m de altura em granito maciço. Não tem como não ficar admirado.

Já estava quase escurecendo quando alcançamos as ruínas de uma casa de registro da Estrada Real (onde era recolhido os impostos na época do Império), conhecida como "Registro de Paraibuna". Dali se controlava o ouro que saía de Minas Gerais e entrava no Rio de Janeiro.
Logo depois chegamos na ponte que leva à cidade de Monte Serrat, que já pertence ao estado do Rio de Janeiro. Chegamos na ponte exatamente às 18h, e no alto-falante da igreja tocava a Ave Maria. O visual da cidade com o rio e o paredão ao fundo é bem bacana.

Nos hospedamos do lado mineiro, no bom hotel fazenda Santa Helena http://www.hotelfazendasantahelena.com/ - bem equipado e com um preço justo. O hotel tem muitas opções de lazer, uma pena que chegamos já depois de escurecer. Éramos os únicos hóspedes naquela noite.
Conversamos bastante com o dono, o Seu Luis, um sujeito bem gente boa.

Jantamos uma boa comida mineira e depois fomos dormir pra recuperar o corpo para o último dia da viagem.

Bike do Leiva na UTI em Juiz de Fora


PF no Pastela's, bão dimais da conta


Relax em Matias Barbosa


Túneis - capela N S do Rosário

A impressionante Pedra do Paraibuna

Museu Rodoviário - Monte Serrat

Chegada no hotel



Casa de Registro (de 1750)




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